terça-feira, 9 de setembro de 2008

Para lavar o corpo e a alma

Um bom banho é mais do que rotina de higiene. É também receita de saúde, capaz de mandar embora o cansaço, além de recuperar o equilíbrio e a auto-estima

Ele já foi sagrado e também já foi profano. Chegou a ser causa de morte, diversão para as massas e privilégio de reis. Hoje, virou receita de saúde, beleza e bem-estar. O banho atravessou a história ganhando diferentes funções, assumindo rituais até se tornar uma necessidade inquestionável do ser humano. As chuveiradas diárias – ou imersões na banheira – vão além de uma simples rotina de higiene.Especialistas garantem que água e espuma têm tudo a ver com auto-estima. Cansaço, tristeza e mau humor podem ter uma cura comum. Debaixo de uma ducha morna ou em uma banheira de espuma, o corpo relaxa e as sensações se esvaem. Um bom banho tem o poder de renovar uma pessoa, de aguçar os sentidos e ajudar na busca do equilíbrio perdido durante um dia esgotante de trabalho. Proporciona uma espécie de magia restauradora.As pessoas tomam banho porque assim foram ensinadas e imaginam que esse hábito sempre existiu. De fato existiu, mas não do modo como é praticado hoje.- A vida começa na água - explicam as escritoras Renata Ashcar e Roberta Faria, logo nas primeiras páginas do livro Banho – Histórias e Rituais, publicado com apoio do Instituto Unilever.No inverno, a vontade é de encher a banheira com a água na temperatura mais alta possível. Banhos de banheira, aliás, beneficiam especialmente quem sofre de insônia e ansiedade. Nunca é demais ressaltar, porém, que a água quente é uma das principais vilãs da pele. A temperatura recomendada deve ficar entre 30 e 33ºC.– A água quente ou morna proporciona relaxamento muscular, mas é ruim para pele e cabelos – alerta a dermatologista Natália Procópio Burian.A água morna, pendendo para fria, é a mais indicada, pois não retira a proteção natural da pele.Os banhos também não devem ser demorados.– O ideal são cinco minutos. Assim, a pele fica protegida e ninguém precisa esbanjar água – diz Natália.Se a pele dos dedos apresentar-se enrugada é porque chegou a hora de desligar a torneira e se enxugar. Embora o Brasil seja um país tropical, não se deve tomar mais de dois banhos por dia, garantem os especialistas.– O banho da manhã ou o da noite deve ser eleito como o principal. Aí se pode caprichar na espuma. Na segunda chuveirada do dia, não é aconselhado usar sabonete por todo o corpo - ensina a dermatologista.O ideal é que apenas algumas partes sejam massageadas com mais freqüência com o sabonete, que são as áreas produtoras de odor: axilas, genitais e pés.– Com o restante do corpo é preciso ter bem mais cuidado – diz Natália.Ela ressalta que o hidratante deve ser usado sempre após o banho, mesmo que a pele tenha recebido uma camada de óleo. Os dois produtos têm funções diferentes. Os óleos essenciais, intensamente perfumados, são uma sugestão para tornar o momento do banho mais agradável. É recomendado diluí-los em água ou em óleos chamados de carreadores, como os de semente de uva, jojoba e gérmen de trigo.A ação dos óleos essenciais pode durar cerca de oito horas, e a pele deve ser enxugada suavemente depois de passá-los. Em banhos um pouco mais quentes, eles penetram mais facilmente na pele, graças aos poros dilatados e à circulação ativada. Estudos atuais sobre aromaterapia comprovam que certos odores são mais relaxantes (caso da camomila, romana, lavanda e rosa) ou mais estimulantes (alecrim, bergamota, menta, eucalipto) e podem ser utilizados durante o banho para aguçar os sentidos.Em relação aos sabonetes, as versões líquidas rendem mais se forem usadas corretamente, e oferecem uma hidratação e higiene à pele de forma mais suave. Não é aconselhado o uso de buchas e esponjas devido à agressão que a pele pode sofrer. Lixar a planta do pé durante o banho, nem pensar. A esfoliação deve ser natural, ou feita de forma bem suave. A freqüência das esfoliações deve ser quinzenal e com produtos que tenham sílica ou microgrãos de polietileno.


LAVA-PÉS REFRESCANTE DE ALECRIM
Banhar os pés em água fria reduz o inchaço e a fadiga. Este lava-pés fica ainda mais eficiente com as propriedades terapêuticas do alecrim, que alivia a dor e o cansaço, e do óleo de melaleuca, que é antisséptico e desodorizante. Além disso, a fórmula controla a transpiração excessiva dos pés.


INGREDIENTES
- Folhas picadas de um raminho de alecrim.
- 6 gotas de óleo essencial de melaleuca (tea tree).
- 6 cubos de gelo.


PREPARO
Encha uma bacia com água fria e adicione o alecrim,
o óleo de melaleuca e os cubos de gelo.
Movimente a água para dispersar o óleo.
Mergulhe os pés por 30 segundos.
Retire-os e esfregue-os vigorosamente com as duas mãos.
Coloque novamente os pés na água e repita os movimentos até os pés ficarem vermelhos.
Enxugue bem.
Para prolongar a sensação de relaxamento, aplique depois seu hidratante favorito e calce meias confortáveis.

Fonte: ZH. Caderno Donna, 10 ago. 2008

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