sábado, 13 de setembro de 2008

Recuperação total dos fios







De nada adianta a tecnologia refinada dos tratamentos estéticos se não for aplicada da maneira certa. A ressalva vale, sobretudo, para procedimentos capilares. A variedade de tipos de cabelos faz com que algumas das grandes descobertas da ciência cosmética não sejam adequadas a todos. Ou, pelo menos, sugira adaptações.Com base nesta idéia, o cabeleireiro Marcelo Formiga (http://www.marceloformiga.com.br/) adotou uma atitude radical. Para tratar de maneira efetiva os fios de Maitê Felistoffa, começou a prepará-lo três meses antes. Só depois de muitas cargas de hidratação e nutrição, concluiu que o fio estava preparado para receber algum procedimento químico. Como Maitê está começando a carreira de modelo, precisava de uma opção versátil. A sugestão de Formiga foi o relaxamento marroquino. Fortalecimento – Antes de aplicar a técnica, os fios de Maitê foram submetidos a sessões alternadas de hidratação, nutrição (com diferentes tipos de óleos) e fortalecimento – com a reposição de queratina. Com este estímulo, os...






... cabelos tiveram um crescimento bem acima da média. Maitê ganhou entre 4 e 5 cm de comprimento em três meses, quando geralmente seus fios não chegavam a crescer 1 cm por mês.– Cabelos muito danificados param de crescer. Ficam enfraquecidos e se esfarelam nas pontas. Ela estava com o cabelo desfibrado e com alta carência de proteínas, com dificuldades de reagir a qualquer tratamento – resume o cabeleireiro.– Aqui na agência, queríamos que ela usasse o cabelo mais solto, mas como ela aplicava um alisamento caseiro, ele ficava sem forma e estava sempre preso. As meninas fazem qualquer loucura para serem lisas, e ameaçam tanto a saúde do cabelo como o seu visual – ressalta Simone Lopes, da SL Models.


Do Marrocos
Uma das descobertas estéticas da temporada, o óleo de argan (rico em Ômega 3, 6 e 9 e vitaminasA e E), extraído de uma árvore que só existe em Agadir, no Marrocos, é um dos componentes do tratamento, que também contém óleo de oliva.Estes agentes umectantes são definitivos na composição da fórmula para contra-atacar os componentes químicos do relaxamento.Assim, é possível dosar a concentração e variar entre as opções de relaxamento temporário e alisamento definitivo.


Manutenção


Formiga explica que nem sempre são necessários três meses de preparação para o relaxamento marroquino. Ainda assim, a etapa que define o sucesso do tratamento é a posterior. A atenção para a fase de manutenção garante que as aplicações seguintes mantenham os resultados, melhorando progressivamente a aparência dos fios.


Para isso, são necessárias sessões mensais de hidratação profissional, como as do período anterior ao relaxamento. Além disso, em casa, é necessário usar semanalmente uma máscara umectante, com ação lipídica, e adotar xampu e condicionador com Ph ácido, para manter as cutículas fechadas.


É bom lembrar também que a presença ou não de sal na fórmula não interfere no resultado. O sal serve apenas para dar consistência ao produto, e sai durante o enxágüe. Por isso, os xampus sem sal não são de tanta utilidade como se imagina.
Fonte.: Deodoro, Paola. Beleza. Donna. ZH. p. 17. 14.09.2008




terça-feira, 9 de setembro de 2008

As mudanças de um hábito milenar

Os rituais em torno do banho acompanham a humanidade desde as antigas civilizações e sempre foram o reflexo da cultura e das crenças de cada povo. Na época dos imperadores romanos, o banho era o lugar dos debates, das conversas, dos modismos, das exibições e testes de popularidade. Um governante sabia o quanto era adorado, temido ou respeitado de acordo com os olhares que recebia ao desfilar pelas termas.



– No começo do século, havia muito cuidado com o consumo de água. As pessoas eram econômicas, já que era difícil consegui-la – explica Dolores Tomaselli, diretora do Museu Nacional da Imigração e Colonização de Joinville, referindo-se à cansativa atividade de buscar baldes de água em rios e poços.



– A quantidade de água que era usada naquela época para tomar banho é a mesma que usamos hoje para lavar as mãos uma única vez – compara.



A maneira que os nossos avós e bisavós acharam para se encontrar mais facilmente com a água dentro de casa foi mantendo o líquido dentro de jarras. Famílias ricas tinham pelo menos um em cada quarto. Quem não tinha condições financeiras mantinha um único conjunto no corredor, para que todos pudessem usufruir. O material também variava.



As peças de metal eram mais simples; as de porcelana ou vidro pintado, destinadas a quem realmente podia pagar caro por elas. A busca por luxo e modernidade transformou os artigos de banho. Existem outros requintes adicionais como a cromoterapia, minijatos e air blower, que são bolhinhas semelhantes às de champanhe.



Um sonho de consumo nos dias atuais é o ofurô. Trata-se de uma banheira feita de ripas de cedro polido (madeira que tem poder térmico de manter a água quente por mais tempo) contendo água aquecida entre 33ºC e 45ºC, com capacidade que varia de 300 a 900 litros. Existem até modelos cravejados de cristais ou folheados a ouro. Funciona como uma pequena piscina, já que a higienização e a manutenção são semelhantes.



A banheira de ofurô pode ser instalada dentro de casa – seja no banheiro tradicional ou numa sala de banho –, ou até mesmo ficar ao ar livre, na varanda ou no quintal. Tudo para que a prática do banho ganhe o glamour que merece.

Fonte: ZH. Caderno Donna, 10 ago. 2008

Para lavar o corpo e a alma

Um bom banho é mais do que rotina de higiene. É também receita de saúde, capaz de mandar embora o cansaço, além de recuperar o equilíbrio e a auto-estima

Ele já foi sagrado e também já foi profano. Chegou a ser causa de morte, diversão para as massas e privilégio de reis. Hoje, virou receita de saúde, beleza e bem-estar. O banho atravessou a história ganhando diferentes funções, assumindo rituais até se tornar uma necessidade inquestionável do ser humano. As chuveiradas diárias – ou imersões na banheira – vão além de uma simples rotina de higiene.Especialistas garantem que água e espuma têm tudo a ver com auto-estima. Cansaço, tristeza e mau humor podem ter uma cura comum. Debaixo de uma ducha morna ou em uma banheira de espuma, o corpo relaxa e as sensações se esvaem. Um bom banho tem o poder de renovar uma pessoa, de aguçar os sentidos e ajudar na busca do equilíbrio perdido durante um dia esgotante de trabalho. Proporciona uma espécie de magia restauradora.As pessoas tomam banho porque assim foram ensinadas e imaginam que esse hábito sempre existiu. De fato existiu, mas não do modo como é praticado hoje.- A vida começa na água - explicam as escritoras Renata Ashcar e Roberta Faria, logo nas primeiras páginas do livro Banho – Histórias e Rituais, publicado com apoio do Instituto Unilever.No inverno, a vontade é de encher a banheira com a água na temperatura mais alta possível. Banhos de banheira, aliás, beneficiam especialmente quem sofre de insônia e ansiedade. Nunca é demais ressaltar, porém, que a água quente é uma das principais vilãs da pele. A temperatura recomendada deve ficar entre 30 e 33ºC.– A água quente ou morna proporciona relaxamento muscular, mas é ruim para pele e cabelos – alerta a dermatologista Natália Procópio Burian.A água morna, pendendo para fria, é a mais indicada, pois não retira a proteção natural da pele.Os banhos também não devem ser demorados.– O ideal são cinco minutos. Assim, a pele fica protegida e ninguém precisa esbanjar água – diz Natália.Se a pele dos dedos apresentar-se enrugada é porque chegou a hora de desligar a torneira e se enxugar. Embora o Brasil seja um país tropical, não se deve tomar mais de dois banhos por dia, garantem os especialistas.– O banho da manhã ou o da noite deve ser eleito como o principal. Aí se pode caprichar na espuma. Na segunda chuveirada do dia, não é aconselhado usar sabonete por todo o corpo - ensina a dermatologista.O ideal é que apenas algumas partes sejam massageadas com mais freqüência com o sabonete, que são as áreas produtoras de odor: axilas, genitais e pés.– Com o restante do corpo é preciso ter bem mais cuidado – diz Natália.Ela ressalta que o hidratante deve ser usado sempre após o banho, mesmo que a pele tenha recebido uma camada de óleo. Os dois produtos têm funções diferentes. Os óleos essenciais, intensamente perfumados, são uma sugestão para tornar o momento do banho mais agradável. É recomendado diluí-los em água ou em óleos chamados de carreadores, como os de semente de uva, jojoba e gérmen de trigo.A ação dos óleos essenciais pode durar cerca de oito horas, e a pele deve ser enxugada suavemente depois de passá-los. Em banhos um pouco mais quentes, eles penetram mais facilmente na pele, graças aos poros dilatados e à circulação ativada. Estudos atuais sobre aromaterapia comprovam que certos odores são mais relaxantes (caso da camomila, romana, lavanda e rosa) ou mais estimulantes (alecrim, bergamota, menta, eucalipto) e podem ser utilizados durante o banho para aguçar os sentidos.Em relação aos sabonetes, as versões líquidas rendem mais se forem usadas corretamente, e oferecem uma hidratação e higiene à pele de forma mais suave. Não é aconselhado o uso de buchas e esponjas devido à agressão que a pele pode sofrer. Lixar a planta do pé durante o banho, nem pensar. A esfoliação deve ser natural, ou feita de forma bem suave. A freqüência das esfoliações deve ser quinzenal e com produtos que tenham sílica ou microgrãos de polietileno.


LAVA-PÉS REFRESCANTE DE ALECRIM
Banhar os pés em água fria reduz o inchaço e a fadiga. Este lava-pés fica ainda mais eficiente com as propriedades terapêuticas do alecrim, que alivia a dor e o cansaço, e do óleo de melaleuca, que é antisséptico e desodorizante. Além disso, a fórmula controla a transpiração excessiva dos pés.


INGREDIENTES
- Folhas picadas de um raminho de alecrim.
- 6 gotas de óleo essencial de melaleuca (tea tree).
- 6 cubos de gelo.


PREPARO
Encha uma bacia com água fria e adicione o alecrim,
o óleo de melaleuca e os cubos de gelo.
Movimente a água para dispersar o óleo.
Mergulhe os pés por 30 segundos.
Retire-os e esfregue-os vigorosamente com as duas mãos.
Coloque novamente os pés na água e repita os movimentos até os pés ficarem vermelhos.
Enxugue bem.
Para prolongar a sensação de relaxamento, aplique depois seu hidratante favorito e calce meias confortáveis.

Fonte: ZH. Caderno Donna, 10 ago. 2008