Os rituais em torno do banho acompanham a humanidade desde as antigas civilizações e sempre foram o reflexo da cultura e das crenças de cada povo. Na época dos imperadores romanos, o banho era o lugar dos debates, das conversas, dos modismos, das exibições e testes de popularidade. Um governante sabia o quanto era adorado, temido ou respeitado de acordo com os olhares que recebia ao desfilar pelas termas.
– No começo do século, havia muito cuidado com o consumo de água. As pessoas eram econômicas, já que era difícil consegui-la – explica Dolores Tomaselli, diretora do Museu Nacional da Imigração e Colonização de Joinville, referindo-se à cansativa atividade de buscar baldes de água em rios e poços.
– A quantidade de água que era usada naquela época para tomar banho é a mesma que usamos hoje para lavar as mãos uma única vez – compara.
A maneira que os nossos avós e bisavós acharam para se encontrar mais facilmente com a água dentro de casa foi mantendo o líquido dentro de jarras. Famílias ricas tinham pelo menos um em cada quarto. Quem não tinha condições financeiras mantinha um único conjunto no corredor, para que todos pudessem usufruir. O material também variava.
As peças de metal eram mais simples; as de porcelana ou vidro pintado, destinadas a quem realmente podia pagar caro por elas. A busca por luxo e modernidade transformou os artigos de banho. Existem outros requintes adicionais como a cromoterapia, minijatos e air blower, que são bolhinhas semelhantes às de champanhe.
Um sonho de consumo nos dias atuais é o ofurô. Trata-se de uma banheira feita de ripas de cedro polido (madeira que tem poder térmico de manter a água quente por mais tempo) contendo água aquecida entre 33ºC e 45ºC, com capacidade que varia de 300 a 900 litros. Existem até modelos cravejados de cristais ou folheados a ouro. Funciona como uma pequena piscina, já que a higienização e a manutenção são semelhantes.
A banheira de ofurô pode ser instalada dentro de casa – seja no banheiro tradicional ou numa sala de banho –, ou até mesmo ficar ao ar livre, na varanda ou no quintal. Tudo para que a prática do banho ganhe o glamour que merece.
Fonte: ZH. Caderno Donna, 10 ago. 2008
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